• Empresários defendem viabilidade econômica e de infraestrutura para o transporte urbano

    28 mar 2018 Comente!



    Durante a Reunião Ordinária da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna, nesta segunda-feira, 26, os gestores da empresa Sorriso Bahia, Elvis Souza e da São Miguel Itabuna, Wendel de Souza apresentaram aos empresários, dados de receitas e gastos que comprometem realização do serviço de transporte urbano na cidade. As empresas aguardam a decisão do Ministério Público sobre o reajuste da tarifa de R$ 2,85 para R$ 3,30 para investir na melhoria do serviço.

    O aumento foi vetado recentemente pelos vereadores, durante sessão especial na Câmara Municipal de Itabuna. As comissões permanentes entenderam que o aumento é abusivo e, por conta disso, a tarifa não foi alterada. O decreto assinado pelo prefeito Fernando Gomes, leva em consideração a decisão do Conselho Municipal de Transporte e um estudo da Comissão Municipal de Análise da Tarifa.

    As empresas juntas geram mais de 700 empregos diretos. No caso da Sorriso, em funcionamento desde 2011, foi apresentado queda no faturamento bruto médio anual de 2018, de R$ 1,3 milhões para R$ 1,2 milhões, em contrapartida aos gastos com o aumento da folha de pagamento, de R$ 480 mil para R$ 780 mil, a manutenção do serviço na cidade, a exemplo do consumo de diesel, que saiu de um pouco mais de R$ 200 mil para R$ 280 mil em média anual, em 2018.

    Os dados revelam uma realidade bem parecida com a São Miguel, que também precisa de recursos financeiros para investir na melhoria do serviço de transporte e do apoio da Prefeitura Municipal para a manutenção das vias públicas. Em 2016, a média de arrecadação mensal da empresa foi de R$ 510 mil, reduzindo para R$ 450 mil em 2017 e R$ 418,00 este ano.

    O último reajuste da passagem foi realizado em dezembro de 2016, e de acordo com Elvis, a conta hoje não fecha devido ao aumento dos preços de pneus, peças, combustíveis e salários de motoristas e cobradores. “Aliado a isso, nós lidamos com o total de 40% de gratuidade dos passageiros, o número elevado de fraudes com o cartão de transporte e a deficiência estrutural da malha viária da cidade que danifica constantemente a frota de ônibus”, relatou Elvis.

    Iniciativa

    Para os empresários vinculados a ACI, o problema deve ser compartilhado com a sociedade e as autoridades do Poder Público, a fim de chegar a um acordo sobre o reajuste mediante o atendimento das exigências do contrato para a melhoria do serviço.

    Pensando nisso, o presidente da ACI, Sérgio Velanes, em conjunto com o presidente da CDL de Itabuna, Carlos Leahy e demais entidades estarão conduzindo um grupo de empresários para, junto ao Ministério Público, “defender uma tarifa justa para o consumidor e a viabilidade econômica para as empresas, a fim de evitar o colapso do sistema de transporte público urbano”, destacou Sérgio.

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